Semi-vegetarianismo. Isso existe?

Tem gente que diz que sim, tem gente que diz que não. Tem que gente que não sabe ou que usa o termo com um significado próprio. Essa sou eu :p Pra mim, pode ser um estado provisório antes da evolução ou da regressão (hope not!). Ou pode ser que eu nunca evolua.
Tem um cara chamado Eric Slywitch que é médico e especialista em nutrição e tem alguns livros que orientam a galera que quer adotar uma dieta vegetariana. A Carol Daemon tem um blog cheio de informações muito úteis e publicou na íntegra uma entrevista que ele deu à Livraria da Folha, esclarecendo alguns pontos sobre o Vegetarianismo, inclusive sobre essa taxonomia doida.

De acordo com ele: “Semi-vegetariano: indivíduo que faz uso de carnes, geralmente brancas, em menos de 3 refeições por semana. Alguns consideram essa terminologia quando em apenas uma refeição por semana. Esse termo ganha importância nos estudos científicos, na comparação dos efeitos à saúde entre vegetarianos e onívoros, já que, teoricamente, o semi-vegetariano consome carne, mas menos do que um onívoro. Atenção: esse indivíduo não é vegetariano”. É, acho que tô nesse grupo aí mesmo 😛

Fonte: Reprodução

Mas o que interessa é que mesmo quem ainda tá no “semi-vegetarianismo” precisa repensar a dieta para suplementar alguns nutrientes, principalmente a vitamina B12 e o Ferro. Outros nutrientes também precisam ser complementados, mas são mais fáceis de encontrar nos feijões e cereais. Esse vídeo aqui embaixo eu achei no site do R7 e, apesar da apresentadora ser meio mamona e deixar a nutricionista ainda mais nervosa do que ela já tava, traz muitas informações úteis pra quem tá interessado em substituir os nutrientes da carne – especialmente a carne vermelha.

Vou colocar pra vocês um resuminho das dicas que eu tô tentando me lembrar na hora de pensar nas refeições, mas se lembrem que eu não visitei ainda e muito menos sou nenhuma nutricionista e comecei a pesquisar sobre isso agora a pouco, ok? Vamos lá!

  1. As carnes são os únicos alimentos que possuem o Ferro tipo heme. Em alguns lugares eu vi que seria apenas a carne vermelha, mas em vários outros vi dizendo que as carnes brancas também. Os outros alimentos (de origem vegetal) possuem apenas o Ferro do tipo não-heme. A diferença entre esses dois é que o Ferro heme é absorvido com mais facilidade que o Ferro não-heme. Essa dificuldade de absorção do Ferro presente nos alimentos de origem vegetal pode ser solucionada através do consumo de feijões e de folhas e outras verduras verde escuras (rúcula, agrião, couve, espinafre, pimentão etc) em grandes quantidades e/ou a combinação desses alimentos com uma fonte de vitamina C (um suco de laranja ou a própria fruta na hora do almoço/jantar, por exemplo).
  2. A soja, aparentemente, não faz falta nenhuma na sua alimentação. Um dos mitos/senso comum pra quem quer cortar a carne vermelha é que ela pode ser substituída pela soja. Nesse mesmo link que eu coloquei ali em cima, a Carol coloca algumas razões pelas quais o consumo de soja não vale à pena e eu já li em alguns lugares que a quantidade de proteína na soja que normalmente se usa é muito pouca e de Ferro inexistente.
  3. Não adianta simplesmente cortar a carne e se entupir de carboidrato, laticínios e ovo. O máximo que vai acontecer é você ganhar alguns quilinhos e ficar subnutrido e anêmico. Você precisa ter uma dieta com alimentos de todos os grupos alimentares, prestando mais atenção àqueles que estão bem presentes no alimento que você está cortando – a carne!
  4. Substitua, sempre que puder, os alimentos refinados pelos integrais. Quando os alimentos passam pelo processo de refinamento, as cascas são retiradas, mas é aí que fica a maior parte do Ferro desses alimentos.
  5. Corte sem piedade o refrigerante (inclusive diet, light, zero ou o que seja) e diminua o sal! Ok, isso eu coloquei pra todo mundo que segue qualquer tipo de dieta 😛

Por enquanto é isso. À medida que eu for descobrindo novas coisas e, principalmente, quando eu conseguir ir a um nutricionista, eu escrevo de novo com mais dicas.

Boa dieta!

P.S.: Esse blog não vai levantar nenhuma bandeira além de uma alimentação saborosa, colorida, feliz e saudável!

3 comentários sobre “Semi-vegetarianismo. Isso existe?

  1. Ameiii o post!! E estou junto com você no semi-vegetarianismo. Não como carne vermelha a 8 meses, frango a 2 meses e peixe estou cortando, mas ainda não consigo me desfazer do salmão… Mas comendo ao menos uma vez por semana, fico satisfeita. Boa sorte para nós, hihi. Beijinhoss

    • Que legal, Fernanda! Bem vinda por aqui 🙂
      A gente começou com algumas concessões, mas depois fomos deixando. Hoje já não sentimos falta de nada. Apesar de ainda comer peixe, isso praticamente só acontece na casa da minha mãe ou amigos. Nem lembro a última vez que comprei peixe e preparei em casa!
      Força na mudança e volte sempre, heim? Bjs!

Sou toda ouvidos!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s